
Aqui deixarei registrado o que ando sentindo, vivendo, lendo, assistindo, gostando... Acho que vai ser bom porque encontrarei comigo mesma enquanto escrevo neste bloguinho. Não ter mais que ir ao trabalho é muito bom... Sobra tempo pra entrar aqui e também leio outros blogs muito bacanas, conheço pessoas, trocamos idéias, apoiamos umas às outras.
Nome:Wanda,tenho 51 anos.Nasci em Belo Horizonte,mas atualmente moro em Goiânia
Filhos:Sou mãe de Thiago e Túlio...presentes do Mundo Maior; com eles exercito o amor incondicional.Um prazer:Adoro cozinhar no meu fogão à lenha, ir para a chácara cuidar das plantas, ouvir os passarinhos, ler muito, curtir quintal e jogar conversa fora. Gosto também de tocar violão no Centro Espírita que freqüento. Nada sofisticada, gosto das coisas simples da vida.
Na TV:Noveleira que só eu.
Olhando a vida de frente - Lúcia
Maquinando - Vanessa
SGOPA
A Bisavó Blogueira- Maith
Horizonte... - Lana
Oncotô - Érika
Bem Família - Lila
Your Soul
Mulé Burra
Diário de Mim Mesma- Mônica
Sesmarias - Bugra
A Arte da Vida- Blanda
Blog da Vera
Blog do Gábi - Simone
Culinária da Zefinha
Mãe Coruja- Andréia
Thomas- Suzi
Itay - Jucimara
Ualmenidades - Ual
Alma Cigana - Grace




MILEMOÇÕES
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008 :::
Escutando Noel Rosa...
Bom demais tirar a tarde só pra ouvir musiquinhas antigas. Quanta gente colaborou para que chegasse tanta música boa em nossos ouvidos. Viva Noel e tantos outros...
Vida indo legal, muitas coisas pra fazer, pra estudar, galinhas, marrecos e cachorros pra alimentar e curtir.
Posso passar longo tempo observando galinha ciscar... Acho um barato o galo chamar os franguinhos e frangas para comer. Ele faz questão que se alimentem antes dele. É... se observarmos os animais e a natureza em geral aprendemos muito. Na roça constato isso sempre.
Falando em bichos minha cadelinha autêntica vira lata foi operada semana passada para não criar. Ela é muiiiito serelepe e já pula pra todo lado quando a soltamos, nem parece que ainda está com os pontos. Amanhã será levada para a roça pra poder correr feliz.
Enquanto isso..... Meu poodle Bob morre de saudades dela, da chácara.... É que está no apartamento aguardando a moça se recuperar para ir embora pro mato com ela.
Continuo cantando e tocando violão no Centro Espírita que frequento e quando estou em casa gosto de tocar mpb.
Cheiro de pão no ar...
Vou ao forno.
E depois ao café com leite e ao papo gostoso com meu filho mais velho que acaba de chegar do trabalho.
Beijos e fiquem com Deus meus queridos.
:::Escrito por Wanda às 8:08 PM
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008 :::
A vida segue bem, graças ao Pai.
Vamos às notícias!
Filhos com saúde, eu também, amigos queridos e familiares idem, o que quero mais?
Os estudos e trabalhos no bem prosseguem e aos poucos vou aprendendo um pouquinho mais.
As plantinhas do quintal cada dia ficam mais bonitas e é uma delícia cuidar delas, dos cachorros, galinhas e marrecos.
Fui ao cinema assistir “Meu nome não é Johnny” e gostei bastante. Sou muito fã do Selton Melo e como sempre ele está ótimo.
Violão continua a todo vapor e alterno músicas religiosas com as MPB que eu gosto tanto. Passo horas tocando e nem sinto o tempo passar. A música realmente me envolve bastante.
Meu filho Túlio, que atualmente mora em Brasília, esteve com a gente neste final de semana e comemoramos o seu aniversário com uma feijoada no “Glória”, um lugar bacana que me lembrou os bares de Beagá e do Rio. Comida boa, demoramos pra encontrar uma mesa desocupada , mas no final valeu a espera. Thiago e Érika foram também e foi uma tarde bem feliz.
Espero que você esteja bastante bem e feliz e que tenha gostado do meu cafezinho feito no fogão de lenha.
Volte sempre que quiser.
:::Escrito por Wanda às 3:13 PM
Quinta-feira, Novembro 15, 2007 :::
Sumida demais...
Agarrada na música...
Envolvida na busca de notas e posições mais bonitas no violão...
Passei uma barra ali atrás, em setembro, mas desta vez não sofri quase nada. Meu companheiro foi embora com outro amor. Doeu dois dias, de verdade.
Agora sinto-me livre e até feliz.
E ele anda beirando...
Mas não tem pra ele mais não.
Não quero.
Desgostei.
Sem mágoas.
Desejo que ele siga feliz.
Liberdade como diz o Edson Marques...
Beijos, gente!
Ótimo feriado com muita paz e amor.
:::Escrito por Wanda às 12:29 PM
Quinta-feira, Agosto 23, 2007 :::
Falei sobre o meu chororô quando era criança em um post anterior.
Esta danada desta poesia era a responsável... Eu achava e ainda acho tão linda que chorava um monte e meus irmãos e primos abusavam da minha sensibilidade e ficavam recitando só pra me provocar...
Está aí pra quem quiser conhecer ou reler.
A FLOR E A FONTE
"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.
"Deixa-me, deixa-me, fonte!"
Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.
"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!...
Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria
Rolava levando a flor.
"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr do sol;
"Carícia das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!..."
As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor...
(Vicente de Carvalho)
:::Escrito por Wanda às 3:04 PM
Quarta-feira, Agosto 01, 2007 :::
Finalmente, depois de muitos dias e noites na UTI, voou minha tia Anita para outras paragens... Descansou... Foi se encontrar com os pais, parentes e amigos que foram antes dela. Ainda bem que pude ajudá-la um pouquinho numa certa época de sua vida quando sua situação financeira não andava lá essas coisas. E agora veio-me à mente dias felizes da minha meninice quando ia na casa dos meus avós maternos e Nitinha sempre estava lá, solteira que sempre foi, nunca foi escolhida por ninguém por ser a menos bonita das sete irmãs, doentinha sempre e muito apegada aos pais.
Era bom demais quando eu chegava lá e ela, pra me distrair, colocava em minhas mãos o seu caleidoscópio, uma coisa mágica aos meus olhos de criança... um objeto ótico que nos faz ver belas formas, inventado na Inglaterra há quase 200 anos. Dentro dele, se o quebrássemos, haveria apenas caquinhos de vidro colorido refletidos em dois espelhos, mas pra mim não era nada disso... eram sim, formas mágicas, lindas, coloridas que me distraíam por horas. Eu adorava aquilo! E minha tia Nita ali, ao meu lado, alimentando minhas fantasias. Como era bom!
Além do caleidoscópio ela me mostrava também, em um aparelhinho parecido com uma máquina fotográfica, várias imagens coloridas de animais de todo tipo, naquela vontade de tornar minha visita agradável. Gracinha ela nestes momentos. Em outros danava também porque vivíamos correndo dentro de casa e nessa hora eu não gostava nadinha dela.
Nitinha querida, vá com Deus e que Ele enfeite sua nova estrada com flores e estrelas coloridas que nem aqueles caquinhos de vidro que me fizeram tão feliz ... A gente se vê qualquer dia...
:::Escrito por Wanda às 10:16 AM
Sexta-feira, Julho 13, 2007 :::
Lembranças da Infância – Segunda parte
Voltando à infância...
Fui menina descalça, corria pela rua empoeirada da vilinha onde morei por 21 anos e que só saí para ir trabalhar em um Banco no interiorzão de Goiás. Corria também pelas enxurradas e de vez em quando encontrava um caco de vidro daqueles que me levavam para o colo de minha mãe. De uma sensibilidade que chegava ao exagero. Até hoje, lembro-me bem, ia às lágrimas quando ouvia uma poesia liiiinda, que falava sobre uma flor sendo levada pela corrente das águas e que acabava chegando ao mar. Quero ainda descobrir esta poesia para colocar aqui. E meus irmãos e primos mais velhos, de sacanagem, ficavam lendo só para me fazer chorar. Eu devia ter uns 4, 5 anos. Continuei com minha sensibilidade que só aumentou quando me dediquei mais á música que, além da rua, era o meu refúgio preferido. E por ser assim algumas vezes agi por instinto. Explico: Nunca gostei de injustiças, nem comigo, nem com ninguém, muito menos com os animais. Eu não precisava conhecer a pessoa, bastava presenciar alguma cena em que no meu julgamento achava injusta pra partir pra cima e ser advogada de defesa daquele que, no meu entender, não tinha condições de dar o troco. Assim, parava o pai que batia no filho no meio da rua, tomava satisfações, parava o carroceiro que chicoteava o cavalo que subia cansado, carregando um monte de peso. Eu achava o fim da picada aquele animal se esforçando tanto nas ruas montanhosas de Minas ainda ter que ser surrado para andar mais depressa... Nestes momentos eu tentava conversar, levava bronca, logicamente, mas era mais forte que eu. Não adiantou crescer, amadurecer... Não tomei jeito. Um dia, já com 30 anos, quando subia a rua da cidadezinha do interior aqui de Goiás de mãos dadas com aquele que era meu eleito na época demos de cara com uma briga de homens ainda jovens. A cena era a seguinte: Uma roda de pessoas e no centro um cara forte batendo, esmurrando com vontade e todos assistindo sem nada fazer. Falei pro meu acompanhante pra ir lá acalmar os ânimos daqueles homens e ele não quis se meter. Adivinha se eu não fui? Na hora! Depois de danar com ele me meti na roda, gritando, tentando chamá-lo à razão. Lembro que nesta hora o tal cara forte pegava a cabeça do rapaz e mandava no asfalto, repetidamente, e quando entrei no meio as pessoas se animaram a me ajudar e a briga acabou ali. O que batia, arfando, me agradeceu porque segundo me disse nem sabia mais o que estava fazendo.
Assim cresceu esta menina que vivia defendendo o irmão até mais velho que ela, mas que sempre voltava chorando pra casa por ter seu papagaio tomado pelos mais vivos da rua ou por ter levado uns tabefes. Eu não entendia como ele não conseguia se defender, mas o tempo me mostrou que ele é ainda aquele mesmo meninão que não cresceu... Ou não quis crescer... Ou minha mãe não o deixou crescer por protegê-lo demais... Ou até eu mesma tenha a minha parcela de culpa, pois não agüentava vê-lo chorar. Hoje ele tem 53 anos e está debaixo da saia de minha mãe e de vez em quando ainda meu coração dói e vou em seu socorro como naqueles tempos empoeirados da minha infância... (Depois eu volto... com mais lembranças).
:::Escrito por Wanda às 9:50 AM
Segunda-feira, Julho 02, 2007 :::
Lembranças da Infância – Primeira parte
Ouvindo o Roberto Carlos... Como canta bonito este menino... O melhor de tudo é que está em minha vida desde criança. Ouvi-lo cantar as músicas mais antigas me leva a um tempo tão feliz, despreocupado, de brincar na rua com os primos e primas já que éramos três famílias vizinhas de cerca, filhos de três irmãs de minha querida mãe. Naquele tempo o Roberto foi minha primeira inspiração para a música. A família de minha mãe é toda de artistas: músicos principalmente, atores de teatro, pintores, artesãos. Minha avó materna já era atriz de teatro na cidade onde nasceu, estou tentando me lembrar o nome, mas não me vem agora na mente. Quando lembrar coloco aqui. Por esse motivo acho-os muito diferentes, meio malucos mas sempre gostei de estar no meio deles quando morava pelas Minas Gerais. As conversas são muito interessantes, filosofam o tempo todo, riem muito e fazem muita graça. É impossível ficar sem rir perto deles, mas não acho que sejam boa companhia para o dia a dia porque levam a vida um pouco na flauta e sinto um ar de deboche morando no rosto deles. Sempre moraram em Belo Horizonte e convivi com eles até os 21 anos. Bom, a família de meu pai não toca nada, sempre foram fazendeiros ricos em Oliveira, MG. Rígidos, muito autoritários, apegados ao dinheiro e miseráveis com seus empregados. Lembro-me de uma cena quando criança quando fui passar uns dias na fazenda... As bananas estavam perdendo na roça e não quiseram deixar os empregados e suas famílias comerem, minha tia mandou dar para os porcos. Fiquei assustada com a raiva com que ela deu a ordem. Nunca gostei nem de visitá-los e esta foi a última vez que estive perto deles. Apesar de pequena sempre entendi muito bem as coisas e já sabia quando não queria ir a algum lugar. Mas acabei fugindo do assunto... Meu pai, percebendo os dons musicais da família de minha mãe comprou um violão e deixou em cima da cama, assim quem tivesse dom e vontade acabaria se revelando. Sempre gostei de ouvir minha mãe tocar, eu era bem pequena e colocava o ouvido no violão enquanto ela tocava e achava lindo o som das cordas. Hoje sei que ela não tocava bem, mas eu adorava ficar ali e assim foi meu primeiro contato. Nunca tive aulas, aprendi sozinha, aprendi de olhar as posições que todos faziam e depois tentava fazer, os dedos doíam pra cacete, mas eu não desistia. E então conheci a jovem guarda, não me interessei apenas por RC, Erasmo, Wanderléia... Vieram muitos outros e eu tinha um grande prazer em tentar descobrir as posições das músicas e passava horas ali, agarrada ao violão. E de repente olha eu tocando... (Aguarde o próximo capítulo)
:::Escrito por Wanda às 2:44 PM
Quinta-feira, Junho 14, 2007 :::
Oi amigos...
Viram como ficou lindo o meu blog? Deu um pau danado nele e a minha querida amiga Grace fez esta lindeza. Nem postei aqui porque apareceu tanta bagunça, gente! Ainda bem que temos amigos que entendem e dão jeito pra nós. Viva os amigos! Obrigada, Grace... Fiquei muito feliz.
Vida correndo normalmente e o que tem de serviço aqui na chácara não está escrito. Mas trabalhar sempre é muito bom principalmente fazer o que gostamos. No meu caso adoro mexer com a terra, plantas, bichos, amo o verde e o silêncio do mato. Ou melhor, amo o barulho que o mato proporciona, aquele barulho diferente de grilos, sapos, pássaros. Onde moramos escutamos os carros bem de longe e faz frio à noite, delícia pra dormir.
Espero que todos que passam por aqui estejam bem de saúde e felizes com a vida.
Até a próxima
:::Escrito por Wanda às 10:33 AM
Domingo, Maio 20, 2007 :::

Sexta-feira, Maio 04, 2007 :::
Um dia iria acontecer...
Meu filho mais novo foi transferido para Brasília e como é a primeira vez que fico longe estou sentindo saudades... Tem quase 15 dias que não o vejo mas penso nele todos os dias. O amor é assim, ficamos ligados pelo pensamento. Como ele está feliz fico feliz também. Nós, mães, somos assim. Um dia eu também saí... Tinha 21 anos e fui trabalhar a 1200 km de distância. Chorei uma semana e depois fui me acostumando e acabei achando a vida ótima. Túlio está bem mais perto, Brasília é logo ali. E sair de casa nos ensina muito!
Hoje foi uma passada mais que rapidinha.
Ótimo final de semana para todos.
:::Escrito por Wanda às 5:50 PM