
Aqui deixarei registrado o que ando sentindo, vivendo, lendo, assistindo, gostando... Acho que vai ser bom porque encontrarei comigo mesma enquanto escrevo neste bloguinho. Não ter mais que ir ao trabalho é muito bom... Sobra tempo pra entrar aqui e também leio outros blogs muito bacanas, conheço pessoas, trocamos idéias, apoiamos umas às outras.
Nome:Wanda,tenho 50 anos.Nasci em Belo Horizonte,mas atualmente moro em Goiânia
Filhos:Sou mãe de Thiago e Túlio...presentes do Mundo Maior; com eles exercito o amor incondicional.Um prazer:Adoro cozinhar no meu fogão à lenha, ir para a chácara cuidar das plantas, ouvir os passarinhos, ler muito, curtir quintal e jogar conversa fora. Gosto também de tocar violão no Centro Espírita que freqüento. Nada sofisticada, gosto das coisas simples da vida.
Na TV:Noveleira que só eu.
Olhando a vida de frente - Lúcia
Maquinando - Vanessa
SGOPA
A Bisavó Blogueira- Maith
Horizonte... - Lana
Oncotô - Érika
Bem Família - Lila
Your Soul
Mulé Burra
Diário de Mim Mesma- Mônica
Sesmarias - Bugra
A Arte da Vida- Blanda
Blog da Vera
Blog do Gábi - Simone
Culinária da Zefinha
Mãe Coruja- Andréia
Thomas- Suzi
Itay - Jucimara
Ualmenidades - Ual
Alma Cigana - Grace




MILEMOÇÕES
Sexta-feira, Julho 13, 2007 :::
Lembranças da Infância – Primeira parte
Ouvindo o Roberto Carlos... Como canta bonito este menino... O melhor de tudo é que está em minha vida desde criança. Ouvi-lo cantar as músicas mais antigas me leva a um tempo tão feliz, despreocupado, de brincar na rua com os primos e primas já que éramos três famílias vizinhas de cerca, filhos de três irmãs de minha querida mãe. Naquele tempo o Roberto foi minha primeira inspiração para a música. A família de minha mãe é toda de artistas: músicos principalmente, atores de teatro, pintores, artesãos. Minha avó materna já era atriz de teatro na cidade onde nasceu, estou tentando me lembrar o nome, mas não me vem agora na mente. Quando lembrar coloco aqui. Por esse motivo acho-os muito diferentes, meio malucos mas sempre gostei de estar no meio deles quando morava pelas Minas Gerais. As conversas são muito interessantes, filosofam o tempo todo, riem muito e fazem muita graça. É impossível ficar sem rir perto deles, mas não acho que sejam boa companhia para o dia a dia porque levam a vida um pouco na flauta e sinto um ar de deboche morando no rosto deles. Sempre moraram em Belo Horizonte e convivi com eles até os 21 anos. Bom, a família de meu pai não toca nada, sempre foram fazendeiros ricos em Oliveira, MG. Rígidos, muito autoritários, apegados ao dinheiro e miseráveis com seus empregados. Lembro-me de uma cena quando criança quando fui passar uns dias na fazenda... As bananas estavam perdendo na roça e não quiseram deixar os empregados e suas famílias comerem, minha tia mandou dar para os porcos. Fiquei assustada com a raiva com que ela deu a ordem. Nunca gostei nem de visitá-los e esta foi a última vez que estive perto deles. Apesar de pequena sempre entendi muito bem as coisas e já sabia quando não queria ir a algum lugar. Mas acabei fugindo do assunto... Meu pai, percebendo os dons musicais da família de minha mãe comprou um violão e deixou em cima da cama, assim quem tivesse dom e vontade acabaria se revelando. Sempre gostei de ouvir minha mãe tocar, eu era bem pequena e colocava o ouvido no violão enquanto ela tocava e achava lindo o som das cordas. Hoje sei que ela não tocava bem, mas eu adorava ficar ali e assim foi meu primeiro contato. Nunca tive aulas, aprendi sozinha, aprendi de olhar as posições que todos faziam e depois tentava fazer, os dedos doíam pra cacete, mas eu não desistia. E então conheci a jovem guarda, não me interessei apenas por RC, Erasmo, Wanderléia... Vieram muitos outros e eu tinha um grande prazer em tentar descobrir as posições das músicas e passava horas ali, agarrada ao violão. E de repente olha eu tocando... (Aguarde o próximo capítulo)
Lembranças da Infância – Segunda parte
Voltando à infância...
Fui menina descalça, corria pela rua empoeirada da vilinha onde morei por 21 anos e que só saí para ir trabalhar em um Banco no interiorzão de Goiás. Corria também pelas enxurradas e de vez em quando encontrava um caco de vidro daqueles que me levavam para o colo de minha mãe. De uma sensibilidade que chegava ao exagero. Até hoje, lembro-me bem, ia às lágrimas quando ouvia uma poesia liiiinda, que falava sobre uma flor sendo levada pela corrente das águas e que acabava chegando ao mar. Quero ainda descobrir esta poesia para colocar aqui. E meus irmãos e primos mais velhos, de sacanagem, ficavam lendo só para me fazer chorar. Eu devia ter uns 4, 5 anos. Continuei com minha sensibilidade que só aumentou quando me dediquei mais á música que, além da rua, era o meu refúgio preferido. E por ser assim algumas vezes agi por instinto. Explico: Nunca gostei de injustiças, nem comigo, nem com ninguém, muito menos com os animais. Eu não precisava conhecer a pessoa, bastava presenciar alguma cena em que no meu julgamento achava injusta pra partir pra cima e ser advogada de defesa daquele que, no meu entender, não tinha condições de dar o troco. Assim, parava o pai que batia no filho no meio da rua, tomava satisfações, parava o carroceiro que chicoteava o cavalo que subia cansado, carregando um monte de peso. Eu achava o fim da picada aquele animal se esforçando tanto nas ruas montanhosas de Minas ainda ter que ser surrado para andar mais depressa... Nestes momentos eu tentava conversar, levava bronca, logicamente, mas era mais forte que eu. Não adiantou crescer, amadurecer... Não tomei jeito. Um dia, já com 30 anos, quando subia a rua da cidadezinha do interior aqui de Goiás de mãos dadas com aquele que era meu eleito na época demos de cara com uma briga de homens ainda jovens. A cena era a seguinte: Uma roda de pessoas e no centro um cara forte batendo, esmurrando com vontade e todos assistindo sem nada fazer. Falei pro meu acompanhante pra ir lá acalmar os ânimos daqueles homens e ele não quis se meter. Adivinha se eu não fui? Na hora! Depois de danar com ele me meti na roda, gritando, tentando chamá-lo à razão. Lembro que nesta hora o tal cara forte pegava a cabeça do rapaz e mandava no asfalto, repetidamente, e quando entrei no meio as pessoas se animaram a me ajudar e a briga acabou ali. O que batia, arfando, me agradeceu porque segundo me disse nem sabia mais o que estava fazendo.
Assim cresceu esta menina que vivia defendendo o irmão até mais velho que ela, mas que sempre voltava chorando pra casa por ter seu papagaio tomado pelos mais vivos da rua ou por ter levado uns tabefes. Eu não entendia como ele não conseguia se defender, mas o tempo me mostrou que ele é ainda aquele mesmo meninão que não cresceu... Ou não quis crescer... Ou minha mãe não o deixou crescer por protegê-lo demais... Ou até eu mesma tenha a minha parcela de culpa, pois não agüentava vê-lo chorar. Hoje ele tem 53 anos e está debaixo da saia de minha mãe e de vez em quando ainda meu coração dói e vou em seu socorro como naqueles tempos empoeirados da minha infância... (Depois eu volto... com mais lembranças).
:::Escrito por Wanda às 9:50 AM
Segunda-feira, Julho 02, 2007 :::
Lembranças da Infância – Primeira parte
Ouvindo o Roberto Carlos... Como canta bonito este menino... O melhor de tudo é que está em minha vida desde criança. Ouvi-lo cantar as músicas mais antigas me leva a um tempo tão feliz, despreocupado, de brincar na rua com os primos e primas já que éramos três famílias vizinhas de cerca, filhos de três irmãs de minha querida mãe. Naquele tempo o Roberto foi minha primeira inspiração para a música. A família de minha mãe é toda de artistas: músicos principalmente, atores de teatro, pintores, artesãos. Minha avó materna já era atriz de teatro na cidade onde nasceu, estou tentando me lembrar o nome, mas não me vem agora na mente. Quando lembrar coloco aqui. Por esse motivo acho-os muito diferentes, meio malucos mas sempre gostei de estar no meio deles quando morava pelas Minas Gerais. As conversas são muito interessantes, filosofam o tempo todo, riem muito e fazem muita graça. É impossível ficar sem rir perto deles, mas não acho que sejam boa companhia para o dia a dia porque levam a vida um pouco na flauta e sinto um ar de deboche morando no rosto deles. Sempre moraram em Belo Horizonte e convivi com eles até os 21 anos. Bom, a família de meu pai não toca nada, sempre foram fazendeiros ricos em Oliveira, MG. Rígidos, muito autoritários, apegados ao dinheiro e miseráveis com seus empregados. Lembro-me de uma cena quando criança quando fui passar uns dias na fazenda... As bananas estavam perdendo na roça e não quiseram deixar os empregados e suas famílias comerem, minha tia mandou dar para os porcos. Fiquei assustada com a raiva com que ela deu a ordem. Nunca gostei nem de visitá-los e esta foi a última vez que estive perto deles. Apesar de pequena sempre entendi muito bem as coisas e já sabia quando não queria ir a algum lugar. Mas acabei fugindo do assunto... Meu pai, percebendo os dons musicais da família de minha mãe comprou um violão e deixou em cima da cama, assim quem tivesse dom e vontade acabaria se revelando. Sempre gostei de ouvir minha mãe tocar, eu era bem pequena e colocava o ouvido no violão enquanto ela tocava e achava lindo o som das cordas. Hoje sei que ela não tocava bem, mas eu adorava ficar ali e assim foi meu primeiro contato. Nunca tive aulas, aprendi sozinha, aprendi de olhar as posições que todos faziam e depois tentava fazer, os dedos doíam pra cacete, mas eu não desistia. E então conheci a jovem guarda, não me interessei apenas por RC, Erasmo, Wanderléia... Vieram muitos outros e eu tinha um grande prazer em tentar descobrir as posições das músicas e passava horas ali, agarrada ao violão. E de repente olha eu tocando... (Aguarde o próximo capítulo)
:::Escrito por Wanda às 2:44 PM